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Mudança

Meu povo... (parece candidato, mas tudo bem)
 
Por problemas operacionais, estou mudando o endereço do blog. O nome, o conteúdo, o autor, as bobagens... Enfim, tudo continua igual. Só muda o enederço. A partir de agora, cliquem em www.mesadecalcada.blogspot.com
 
É isso aí. Atualizem seus links, seu preferidos e vamo que vamo. Vejo vocês lá....


Escrito por Luiz às 20h15
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Imagem do dia

O Rio de Janeiro continua lindo...
 
 


Escrito por Luiz às 22h52
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Reforços?

Rafael Moura vai embora. E essa é uma ótima notícia. Jaílson (quem?) vem aí. Sergio esta perto. Elton Maradoninha será o comandante do nosso meio de campo. Cícero será a salvação da lavoura... Sei lá, por que eu não consigo ficar otimista?
 
Na verdade, não dá para levar o Corinthians a sério. Está certo que já se foi o tempo em que estrelas ganhavam alguma coisa só por estar em campo e que, como alguém me lembrou, o time já se deu muito bem com times sem grandes nomes. Lembraram até de 1990. Mas, desta vez não dá...
 
Cada vez que alguém cita os nomes que estão na mira do Leão, lembro daquela batelada de "reforços", que tinha Régis Pittbul e Adrianinho puxando a fila e que quase nos levou à Série A-2 do Paulistão. Falta só definir quem vai ser o Grafite da vez, o homem para nos salvar.


Escrito por Luiz às 21h04
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Lendas do futebol
Atenção senhores público


Conta a lenda que, na cidade do interior, o time local iria fazer um jogo importante no campeonato. Uma das equipes da capital seria o adversário. Motivo para estádio cheio e tensão total. Mas, o locutor responsável pelo som faltou.
 
No corre corre, os cartolas descobriram um ex-radialista na platéia. Não era, por assim dizer, um especialista em esporte. Na verdade, teve um programa sertanejo na madrugada, havia alguns anos na rádio local. Mas, pelo menos, tinha experiência com o microfone.
 
Lá pelos 27 do primeiro tempo, a vinheta do sistema de som apareceu e a voz impostada do locutor improvisado apareceu:
 
"Atenção senhores público! Acabamos de receber a triste informação que, infelizmente, nosso patrono, o presidente João Ribeiro, acaba de falecer..."
 
Burburinho geral nas arquibancadas. "Mas tão jovem...", diziam uns. No campo, o time entrou em parafuso e quase levou o gol. A bola bateu na trave. A movimentação era maior ainda na tribuna de honra, onde o próprio Ribeiro (em pessoa e vivinho) quase teve um ataque do coração com a notícia.
 
Ele percorreu os metros entre a tribuna e a cabine em um fôlego só e abriu a porta com um único golpe.
 
"Pô, tá louco? Eu tô aqui, porra!!!"
 
O locutor quase caiu da cadeira ao ver o ex-defunto bem na sua frente. Bateu a mão no botão que tocava a vinheta e abria o microfone e improvisou:
 
"Atenção senhores público!!! O nosso patrono, o presidente João Ribeiro, não morreu mais!!!"
 
E decretou.


Escrito por Luiz às 19h40
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Tabela

O próximo jogo já tem data marcada: dia 28 de janeiro, no Nogueirão, o União encara o Olímpia, às 11 horas. Um domingo, como o do jogo contra o Grêmio Catanduvense. E eu estarei lá mais uma vez.
 
Dei uma olhada na tabela e não gostei muito do que vi. Muitos jogos em Mogi em quartas à tarde, o que inviabilizar qualquer esperança de um bom público estar no estádio. Ainda tenho aquela esperança de que os refletores serão arrumados e esses jogos serão transferidos para o período noturno. Não acredito, mas tenho esperança.
 
Agora, vamos esperar a montagem do time, saber se a parceria vai ser renovada, se teremos um elenco bom, quem vai ser o técnico, aquela coisa toda... Muitas indefinições. Mas, é bom saber que o futebol na terrinha está respirando de novo.
 
Quem quiser saber a relação completa dos jogos da A-3 de 2007, é só clicar aqui.


Escrito por Luiz às 16h13
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União campeão

Tinham-se passado uns 16 minutos do segundo tempo, quando o Denílson recebeu na direita, deu uma virada para o meio e enfiou para o Thiaguinho, que corria por trás da zaga adversária. Do meu lugar, no final da arquibancada, atrás do gol, acertei a minha posição para ver o lance melhor. Afinal, depois de tantos "uhs", senta e levantas e tudo mais que faz parte da torcida de um jogo de futebol, vai que fosse naquele momento.
 
O Thiaguinho dominou a bola e tentou bater, mas o chute bateu em defensores e a bola ficou pingando na frente do gol. Lembrei da entrada em campo do time, com a fumaça vermelha e um senhor de paletó jogando jornal picado para cima, que ele levava em um saco de supermercado. Quase sem querer, eu já estava de pé, querendo empurrá-la para dentro.
 
Ele foi mais rápido e tocou para o gol vazio. O estádio inteiro pulou. Ou fui só eu? Enfim, era o gol que garantia o título da Segundona para o União. Algo com direito a volta olímpica, pódio e tudo mais. Até o Baiano do Jegue deu entrevista para a TV de São Paulo. Eu também aplaudi.. E sorri.
 
Éramos uns 7 mil presentes. Algo que há tempos não se via por aqui. Não teve buzinaço na cidade, mas vi várias bandeirinhas pelo caminho. Aquelas que foram distribuídas dentro do estádio. Ficou todo um clima na cidade.
 
Para o ano que vem, tem a Série A-3. Como nos jogos deste ano, lá estarei eu de novo na arquibancada. O mesmo ritual de sempre: uma passada nas cabines de imprensa para dar um alô para os amigos. Um lugar tranqüilo para ver o jogo e os torcedores. Esses sim são o que há de melhor no espetáculo...


Escrito por Luiz às 22h54
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Vai, Kia...

Dia desses, me perguntaram o que eu achava da idéia de o Kia levar todos os seus jogadores para o Flamengo. Roger, Carlos Alberto, Marcelo Mattos, Nilmar, etc etc etc... E eu falei que achava bom. Que só lamentaria a saída do Marcelo Mattos. Mas, se fosse inevitável, tudo bem...
 
Acharam que eu estava louco. Afinal, se já foi ruim este ano com eles, como seria sem esses caras? Eu acho que será melhor.
 
Prefiro um time de garotos e jogadores sem tanto destaque, mas que mostrem talento mais que o nome. Um time mais humilde e unido. Pensem bem: quem é a grande estrela do São Paulo, tirando o Ceni? Mineiro? Compare com os malas do Corinthians e entenda o que eu quero dizer.
 
Não estou defendendo o time da Terceira Idade que o Leão parece estar querendo montar. Sérgio, Lúcio e Anderson Lima não dá para encarar. Neste caso, prefiro mesmo Marcelo, Fagner, Rafael Fefo e Wilson, o náufrago.


Escrito por Luiz às 00h07
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Futebolesca

Deu tudo certo. O Vasco empatou, o Paraná perdeu, o Flamengo (que nem precisava) perdeu, o Cruzeiro perdeu e o Botafogo perdeu. Só faltava o Corinthians ganhar do Figueirense para entrar na briga pela Libertadores. Ficaria apenas quatro pontos atrás do time do Eurico Miranda, o último classificado no momento. E minha teoria de quinta-feira estaria confirmada.
 
Pois é... Faltava... O Corinthians não fez a sua parte no trato e só empatou. Com dois jogadores a menos, já que os gênios Marinho e Marcos Vinícius foram expulsos ainda no primeiro tempo.
 
O universo conspirou a favor com rara boa vontade para o lado corintiano. Faltou o time fazer o que lhe era devido. E a gente pergunta: e aí?


Escrito por Luiz às 20h50
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Artesão

Sentado à beira do caminho, enrolava três fios azuis presos a uma tábua. Movimentos contínuos, uma ponta ia para um lado, a outra para o outro até se encontrarem para mais uma volta. E um caminho ia se formando entre um extremo e outro do suporte.
 
"Boa tarde, seo João...", cumprimentou um vizinho.
 
"Sou artesão, estou fazendo uma pulseira", respondia de pronto, meio sem ouvir o que lhe haviam dito. Era preciso se concentrar.
 
Na dança dos dedos e dos fios, completava a aposentadoria e ocupava a cabeça para não pensar muito na vida. Costumava dizer que nada de bom saía quando se ficava muito tempo matutando. Bom mesmo era trabalhar.
 
De mãos habilidosas, nasciam letras, nomes e desenhos. Gostava mesmo de fazer estrelas. Talvez, porque, um dia, sonhou em ser astronauta. Foi quando lhe contaram que o homem chegara à Lua. Não deu certo. Virou motorista de ônibus. Suas viagens espaciais tomaram outros rumos, os sonhos não.
 
Agora, os sonhos passam por um comércio. As pulseiras tomavam forma e dali partiam para o pulso de alguma garota. Vendia ali mesmo, ao lado da casa. Dona Iracema, a patroa, se encarregava de cuidar do comércio e do fluxo de dinheiro. Coisas de empreendedor. Tinha recebido umas dicas da vizinha, dona de uma venda, que fez um curso na igreja.
 
Sol a pino, hora de parar por um tempo. Dona Iracema logo o chamaria para o almoço. Ia aproveitar e deixar a pulseira azul com detalhes em branco na bancada para ser vendida. Depois do feijão com arroz, da carne cozida e da salada, o descanso e um cochilo. E sonhos. Quem sabe, com as estrelas. E todo o azul que o céu proporciona em uma pulseira de fios.


Escrito por Luiz às 16h00
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Humanidades

Não sei ao certo por que, mas lembrei dessa história hoje. Era mais uma daquelas visitas intermináveis em que você fica no fundo da sala, segurando o bloquinho enquanto eles conversam. Sem prestar lá muita atenção, não sei ao certo o motivo de a conversa ir parar na Guerra do Iraque, mas ela foi. Aí, a moça olhou bem para os outros convidados e, com total conhecimento de causa (afinal, era uma pessoa que lutava pela paz no mundo e para o bem da humanidade), castigou:
 
"O presidente Bush tem de entender que esta guerra é terrível não só para a humanidade do Iraque, mas pra humanidade do mundo inteiro..."
 
Depois dessa, melhor ficar quieto.


Escrito por Luiz às 19h43
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E o União subiu

A manhã do domingo começou diferente na Vila. O sol marcava sua presença forte e deixava os torcedores um pouco mais no clima. O vermelho saiu das camisas para a pele de quem, sentado na arquibancada, sofria com o vai e vem da bola, ao mesmo tempo que exercitava o esporte preferido nessas bandas da Segunda Divisão: gritar.
 
E estavam todos lá. Torcedores de ontem, de hoje, até alguns de amanhã. Aquelas crianças que não estão nem um pouco preocupadas com impedimentos, faltas ou o tal acesso à A-3. Querem é jogar a sua bola ou, de preferência, que o sorveteiro ou o pipoqueiro, quem estiver mais próximo, passe logo. "Pai, eu quero..."
 
Alguns, chegaram em traje de gala. Como se aqueles 90 minutos não fossem apenas um jogo de futebol, mas um espetáculo. Paletó, calça social e a camisa do União por baixo. Radinho no ouvido e uma mão segurando o alambrado. Talvez, ele estivesse assistindo a uma estréia, esperada durante anos: "A volta do orgulho de ser unionista".
 
No meio do público, presenças variadas. O avô, que levou o neto para ver o jogo; o homem do vozeirão, que não perdoava o bandeirinha a cada vez que o tal passava à sua frente ("Levanta isso aí, pô); o clone do Mercadante, que pulava com a torcida; políticos também aparecem, mas deixe eles no meio do povo... Só não vi a coelha (ou será lebre?) Roberta. Logo ela, que não falta nunca.
 
Em campo, tinha o Baiano do Jegue, que foi expulso porque brigou com o juiz. Não tinha mais quem levasse a maca. Quando alguém se machucou, sobrou para os jogadores darem uma mão ao maqueiro restante. E toca mais um carreto de primeira classe até a linha lateral.
 
O União venceu e o acesso veio à tarde, com o empate do Campinas. Mas, isso não importava. A festa estava garantida. Rojões, jogadores pulando em cima do banco de reservas. Alguns choraram: em campo e na arquibancada.
 
Missão cumprida e um domingo mais feliz para muita gente. Aqueles que levaram o vermelho para a pele. E o Sol... Bem, ele continuou a brilhar até quando o horário de verão deixou.


Escrito por Luiz às 22h35
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R$ 2,50

Veja se tem cabimento...
 
Parei em uma padaria hoje à tarde para comprar um sorvete. Este novo Diamante Negro que a Kibbon lançou nesses dias. Coloquei o tal sorvete em cima do balcão e o caixa disse que custava R$ 2,50. Paguei R$ 3,00 e fiquei esperando o troco. Nada... Fiquei olhando para a cara do sujeito que, muito a contragosto, abriu a gaveta do de novo e me deu os R$ 0,50. E disse:
 
"Ah... R$ 2,50 é R$ 3,00, irmão..."
 
Apesar de ter ficar besta com a cara de pau dele, não resisti e mandei de volta:
 
"Se é assim, R$ 2,50 é R$ 2,00..."
 
Fala a verdade: tem cabimento?


Escrito por Luiz às 18h23
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Rick Stone (ou um post sem ter nada pra dizer)

Em Bauru, o grande pop star do meio dos anos 90 era o Rick Stone. Não que o repertório dele fosse ótimo, muito menos a sua voz ou o seu jeito de tocar. Mas, era ele quem a gente era obrigado a ouvi.
 
Sim, éramos obrigados. O cara cantava em um bar na frente da república de uns amigo. Ou, a minha segunda casa, onde eu passava mais tempo até que na primeira. E dá-lhe as músicas repetidas do Rick Stone, que só tinha repertório para meia-hora, mas cantava por três ou quatro.
 
Essas lembranças me vieram após o vendedor das Casas Bahia me oferecer, hoje à tarde, um MP3 Player com 1 Giga de memória. Está certo que o preço era bem maior que o indicado por um amigo lá na Galeria Pajé, mas é muita música junto em um espaço tão grande.
 
Ainda sou do tempo do CD comum, quando muito baixado pela internet, e me espanto com essas coisas. Sou atropelado por isso mesmo até conseguir conviver com isso...
 
Mas, do jeito que for, nada como ouvir acordes de violão, guitarra, o baixo gritando... Só não pode ter o Rick Stone no comando.


Escrito por Luiz às 21h37
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Depois de Fortaleza

A nossa salvação ofensiva é Wilson, o náufrago. A que ponto chegamos... Desse jeito, fugir da Segundona já será um título e tanto.


Escrito por Luiz às 11h23
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Um bêbado no caminho

Em dia de eleição, as pessoas enchem o peito para dizer que vão exercer o direito de mudar o Brasil. Seja por "um país mais decente" ou para "deixar o homem trabalhar", lá vão eles para as urnas. Para outros, o mais importante é apertar logo o botão verde e terminar com o suplício de escolher "alguém que não vai mudar em nada o que está aí". Seja como for, a mudança do país depende, além do voto, de gestos simples do dia-a-dia, não só das obrigações eleitorais.
 
Educação com o próximo, respeito aos idosos, bom senso em ações em sociedade já seriam um bom começo para quem quer mudar alguma coisa. Por que esperar que um político mude a vida da população se não temos nem mesmo a capacidade de esperar um sinal vermelho antes de cruzar uma rua? Ou então, de dar passagem a um pedestre que está atravessando na faixa? Ou ainda, como sonhar com crescimento econômico quando se sonega o troco ao consumidor, por mais que o valor seja R$ 0,01?
 
Comecei com essas reflexões ao dar uma volta pela cidade neste dia de votação. Perto de uma escola, um homem estava caído na calçada, visivelmente embriagado, em pleno dia de Lei Seca. As pessoas passavam por ele com o nojo de quem não sabe o que aquela coisa está fazendo ali, atrapalhando a passagem. Do carro, ainda dava para perceber comentários indignados a respeito do pobre. Ninguém para ajudá-lo. O homem continuou largado lá.
 
Talvez, porque seja mais cômodo esperar que alguém nos ajude e resolva todos os nossos problemas. Fazer algo pelos outros dá muito trabalho.


Escrito por Luiz às 16h30
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