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No aro

O Campeonato Mundial Feminino de Basquete está rolando solto aqui no Brasil, mas e daí? A pergunta que fica é o que esta competição vai trazer de progresso para a modalidade, que já foi a segunda mais popular do país e hoje é só mais uma. Para mim, por enquanto, nada.
 
A CBB mais uma vez perdeu o bonde da história e são os fãs de basquete que vão pagar o pato mais uma vez. Já foi assim com as gerações de Oscar e Marcel e de Paula e Hortência. Foi assim na criação na Nossa Liga, em que a união entre os campeonatos oficial e paralelo poderiam fortalecer o esporte, mas acabaram divididos e confusos. Isso, só para citar os exemplos mais recentes.
 
O que se vê no Mundial são ginásios praticamente vazios, tentativas de anabolizar o interesse nacional e horários impossíveis de se levar a sério. Como alguém que, por mais apaixonado pelo esporte da bola ao cesto que seja, pode ir até o Ibirapuera em uma segunda-feira às 15h30 para assistir a Brasil e Canadá? Acho que nem a televisão esteja tendo lucro com esses jogos. Não é possível.
 
A situação chegou a tal ponto que até FIB já desceu a lenha na organização brasileira. Por que não convidaram estudantes para os jogos, perguntavam os gringos. Ora, e eles nem descobriram a roda com essa dúvida. Já que a procura foi pequena (e justificadamente pequena), que se dê a oportunidade para a formação de uma geração de amantes do esporte. Quem não ficaria contente em lembrar que assistiu ao vivo a uma partida de um Mundial? Mas, isso parece estar muito além da imaginação de nossos dirigentes esportivos.
 
O fracasso organizacional do Mundial de Basquete poderia servir de lição, mas não vai. Afinal de contas, quem organiza esses eventos está muito acima do bem e do mal para aprender com os seus erros. Ao invés disso, só é um trailer do que vem aí no tal Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano que vem. Só que, aí, vai ser um vexame continental e em várias escalas esportivas.


Escrito por Luiz às 21h38
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Coisas de Peter Tosh

"A man of the past, living the present and walking in the future"
 
Achei esta a melhor definição para mim. É o trecho de uma música de Peter Tosh que eu gosto há tempos. Esses dias, percebi o quanto se encaixa ao modo como encaro a vida. Ah, a música chama-se Mystic Man.
 
A propósito, aos fiéis leitores (será que existe algum aí?) prometo voltar a escrever com regularidade em breve.


Escrito por Luiz às 23h12
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Versos

Ainda no clima do texto abaixo, os versos talvez mais felizes da história da música popular brasileira, que - a maioria de vocês sabem - eu detesto.:
 
"Tristeza não tem fim. Felicidade sim"
 
 Fazem parte da música A Felicidade, de Vinícius e Tom, e já são bem batidos. Mas, vale a pena citar. É engraçado como alguém pode sintetizar tão bem uma coisa ao mesmo tempo tão corriqueira e tão complexa. É nessa hora que se reconhece quem é gênio e quem é só mortal.


Escrito por Luiz às 18h35
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Latidos para o vento

“Droga, o sinal fechou. Humano é muito complicado mesmo. Pensam que são os donos do mundo, criam regras para tudo. Diabos. E depois me perguntam o motivo de eu viver latindo para eles. Bando de incompetentes. Igual essa garota aí. Acha que é minha dona, mas não percebe que sou eu quem está no seu colo, tranquilo, enquanto ela está apertada com uma faixa, que eles chamam de cinto de segurança. Ela e essa outra mulher que está mexendo nessa roda e guiando essa geringonça, carros... Raça superior, sei...”.

Parou um outro aqui do lado. Vou latir para ele também. Deve ser mais um imbecil. Au, au... Mas, peraí, que esquisito é este rapaz. Está com um olhar triste. Não é aquela tristeza de perda, que eu vejo sempre nos humanos, como na vez que a garotinha que me leva no colo quebrou uma boneca nova. Não é isso. Parece tristeza de alma, sei lá. Como daquele cachorrão da casa de esquina, que sonha com a liberdade e vive preso em uma coleira. Ou daquele outro que, de tão condicionado às coisas que aprendeu 'em casa' já não sabe se fazer entender. Acaba isolado e fica só no 'senta, levanta, rola e vem'. É... é uma tristeza diferente a desse rapaz. Parece solitário, talvez esteja. Ou será que ele é apenas um perdido no mundo?

Ele olha para mim e dá um sorriso. Vai ver gosta de cachorros. O olhar não muda, mas mostra carinho. É, ele gosta de cachorros. A garotinha vai pensar que o sorriso é para ela e viajar nos seus sonhos de garotinha, que acredita no amor. Acredita que um dia vai ser feliz.

O olhar do rapaz me deixou sem graça de continuar latindo. Tentei entender o que estava acontecendo com ele, acho que nem o próprio saberia me dizer. Tristeza no olhar, um sorriso nos lábios. É, humano é um bicho esquisito mesmo."



Escrito por Luiz às 15h48
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Lições de Londres

Não gosto dessa coisa de extrema rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol. Acho que é dar moral demais para eles. Para mim, os vizinhos são tão rivais quanto a Itália, a Alemanha ou a França, responsável pelas minhas maiores decepções futebolísticas com a Seleção (86 e 98). Mas, não dá para negar que essa vitória por 3 a 0 foi especial por vários motivos.
 
Primeiro, e mais urgente, para afrontar Tevez e Mascherano. Tá bom, é um sentimento clubista pequeno, mas não dá para pensar de outra forma depois de os dois fugirem do Corinthians do jeito que fizeram. E, depois, ficarem tentando desculpas cada vez mais esfarrapadas para se explicar. Ótimos vê-los tomando um chocolate como este.
 
Depois, valeu pela postura que Dunga tomou em relação ao jogo. Sei que muita gente vai criticar, mas eu achei ótimo ele ter deixado Kaká no banco. Não que eu tenha alguma esperança que as estrelas não voltem a ter lugar no time, com todos os privilégios. Mas, pelo menos vale como um recado de que a Seleção é maior que eles. O meia mostrou, em campo, que tem lugar no time. Mas, vai ter de jogar para isso. Pelo menos, por enquanto.
 
Por último, valeu pela forma como jogadores que não são medalhões encararam o confronto. Elano fez dois gols, Fred foi bem, Gomes também... Edmílson, Gilberto Silva e Daniel Carvalho foram eficientes. É com essas atuações que começo a ver uma luz no fim do túnel para a Seleção. Um futuro com menos dependências das estrelas mais preocupadas com recordes e vantagens pessoais que com quem está na frente da televisão, torcendo pelo time de amarelo.


Escrito por Luiz às 19h35
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Mais divagações

Eu quero Plutão de volta. Uma vez planeta, sempre planeta.
 
Logo logo, vai ter candidato a deputado prometendo lutar pela recondução de Plutão à sua condição original. "Vote pela Justiça dos planetas. Não à submissão de Plutão à galáxia imperialista".


Escrito por Luiz às 22h50
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Apenas divagação

A vida vira páginas de maneira frenética e incontrolável. De um dia para o outro, o que era certo já não é mais e as coisas mudam. Os modernos dizem que é a evolução. Os tradicionalistas que é o abandono das boas crenças. Os saudosistas juram que é perda.
 
Não abraço nenhuma dessas hipóteses. Para mim, mudanças são formas de aprendizado, desde que sejam acompanhadas pelas experiências anteriores. Por mais amargas que elas sejam, não dá para simplesmente deixá-las no passado, sob pena de voltar aos mesmos enganos.
 
Disso tudo surge um dos meus bordões prediletos e que a maioria já deve ter ouvido ou lido: "Vida que segue".


Escrito por Luiz às 22h01
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